Sem citar Trump, Cármen Lúcia defende democracia e diz que ninguém deve interferir no país

  • 27/07/2026
(Foto: Reprodução)
Cármen Lúcia defende democracia e diz que ninguém deve interferir no país Em evento no Rio de Janeiro, a ministra Cármen Lúcia defendeu nesta segunda-feira (27) a democracia brasileira e afirmou que ninguém deve interferir nas decisões tomadas pelo país. Sem mencionar diretamente líderes ou governos estrangeiros, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusado de tentar interferir nas eleições do Brasil, a ministra disse que os brasileiros devem definir os próprios rumos e alertou contra tentativas de fragilização das instituições democráticas. A declaração foi feita durante participação na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói, na Região Metropolitana do RJ, em um discurso marcado por referências ao período da ditadura militar, à importância da participação popular e à defesa do sistema eleitoral brasileiro. "Há que haver espaços como este, reuniões como essa, que dão a demonstração daqueles vetores, daqueles temas mais importantes para que a gente caminhe e fortaleça a democracia no Brasil e em todos os lugares do mundo, para que ninguém queira também interferir e fragilizar a nossa democracia." Em seguida, a ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou que cabe aos próprios brasileiros decidir o que desejam para o país: "Somos nós que temos que falar o que é para nós no Brasil, o que nós queremos", disse. Ao longo do discurso, Cármen Lúcia relembrou sua experiência durante a ditadura militar e afirmou que instituições como a SBPC funcionavam como espaços de resistência e debate em um período de restrições às liberdades. "Eu, no período em que fui estudante, algumas instituições eram nossa voz, porque estávamos com a boca amordaçada. Proibidas de pensar", declarou. Segundo a ministra, as eleições da entidade científica mobilizavam a sociedade porque representavam uma oportunidade de manifestação em um período de repressão política. "As eleições da SBPC eram aguardadas por nós, eram de conhecimento do Brasil inteiro. Cumpria a voz de ser daqueles que não podiam levantar sua voz", afirmou. Defesa das urnas eletrônicas Cármen também associou a democracia ao exercício do voto e voltou a defender a confiabilidade da urna eletrônica. Ao comentar o lançamento de um livro sobre a Constituição, ela disse que, diferentemente dos regimes em que as decisões eram tomadas por monarcas, na democracia a vontade popular se manifesta por meio das eleições. "Antes era por um rei. Hoje o povo, pela sua mão, diz o que quer", afirmou. "Aqui na democracia, a urna brasileira precisa só de um dedo na urna eletrônica confiável, transparente e auditável. Feita pelo Brasil e pelo povo." A ministra não citou as recentes declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, com acusações às urnas eletrônicas já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flávio Bolsonaro ataca urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo TSE Ministra Cármen Lúcia em evento no Rio Reprodução/GloboNews

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/eleicoes/2026/noticia/2026/07/27/carmen-lucia-defende-democracia-e-diz-que-ninguem-deve-interferir-no-pais.ghtml


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